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Lesões de Pálpebras em Salvador: Guia Completo de Identificação, Diagnóstico e Tratamento

O aparecimento de lesões na pálpebra é relativamente frequente e pode ter inúmeras causas. Na grande maioria das vezes, felizmente, não são graves — porém, dependendo do aspecto da lesão, merecem atenção especial. Em Salvador, devido à alta incidência de radiação solar durante todo o ano, o acompanhamento de qualquer sinal novo nas pálpebras é ainda mais crucial para a detecção precoce de doenças.

Neste guia, você entenderá os principais tipos de lesões palpebrais, aprenderá a reconhecer sinais de alerta e conhecerá as opções de tratamento disponíveis com um especialista em cirurgia de pálpebras em Salvador.

Lesões palpebrais podem ser benignas ou malignas. O diagnóstico precoce faz toda a diferença.

Diagnóstico especializado

Avaliação completa com equipamentos de alta precisão.

Identificação precoce

Detectamos sinais de alerta antes que se tornem problemas maiores.

Tratamento individualizado

Cada caso recebe a abordagem mais adequada para o melhor resultado.

Referência em Plástica Ocular

Atendimento especializado em lesões palpebrais em Salvador.

1. Classificação geral

O que pode ser uma lesão na pálpebra? Classificação geral

Antes de detalharmos cada tipo, é útil compreender que as lesões palpebrais se dividem em quatro grandes grupos:

Parte A

Cards explicativos

Visão geral dos quatro grandes grupos de lesões palpebrais.

Lesões Inflamatórias/ Infecciosas

Início agudo, geralmente dolorosas e associadas a inflamação ou infecção.

Lesões de Depósito

Início agudo, geralmente dolorosas e associadas a inflamação ou infecção.

Tumores Benignos

Início agudo, geralmente dolorosas e associadas a inflamação ou infecção.

Tumores Malignos

Início agudo, geralmente dolorosas e associadas a inflamação ou infecção.

Parte B

Tabela comparativa

Comparação entre os grupos, suas características principais e exemplos mais comuns.

GrupoCaracterística principalExemplos
Lesões Inflamatórias/InfecciosasInício agudo, geralmente dolorosasHordéolo (terçol), calázio, molusco contagioso
Lesões de DepósitoCrônicas, indolores, podem sinalizar condições internasXantelasma
Tumores BenignosCrescimento lento, sem risco de metástasePapiloma, acrocórdon, nevo melanocítico
Tumores MalignosCrescimento variável, exigem intervenção precoceCarcinoma basocelular (CBC), carcinoma espinocelular (CEC)

Dentre as possíveis causas de uma "bolinha" na pálpebra estão o hordéolo (terçol), o calázio, infecções como o molusco contagioso, tumores benignos e malignos, como o carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele na região palpebral.

2. Quando uma lesão na pálpebra deve ser avaliada com urgência?

Quando uma lesão na pálpebra deve ser avaliada com urgência?

O aparecimento agudo (algo novo) deve ser avaliado o quanto antes por um médico oftalmologista, preferencialmente especialista em plástica ocular. Diante de uma lesão na pálpebra, algumas perguntas são fundamentais para orientar a avaliação:

Antes da consulta, observe:

Está quente e vermelho?

Calor e vermelhidão são sinais clássicos de inflamação ou infecção. Avaliação médica deve ser feita com urgência.

Tem alteração na visão?

Lesões maiores podem pressionar o olho e causar distorção visual. Qualquer alteração deve ser investigada com prioridade.

O olho está vermelho e tem secreção?

Pode indicar conjuntivite associada ou infecção que se estendeu além da pálpebra. Requer avaliação para tratamento adequado.

Tem sangramento?

Sangramento espontâneo é um sinal de alerta importante e nunca deve ser ignorado. Pode estar associado a lesões malignas.

Entenda cada critério em detalhes

Quando a lesão surgiu?

Lesões que aparecem de forma súbita e com sinais inflamatórios  – como dor calor e vermelhidão – tendem a ser de origem infecciosa, como o terçol. Já aquelas que surgem de forma mais lenta e indolor podem indicar um calázio ou, em alguns casos, uma lesão que merece investigação mais cuidadosa.

Está crescendo ou está estável?

Uma lesão que cresce progressivamente, mesmo sem dor, nunca deve ser ignorada. O crescimento contínuo é um sinal de alerta que pode indicar desde um calázio em expansão até uma lesão tumoral.

Tem dor?

A presença de dor geralmente indica um processo inflamatório ou infeccioso ativo.

Tem coceira?

A coceira pode estar associada a reações alérgicas, blefarite (inflamação das margens palpebras) ou infecções. É importante evitar coçar ou esfregar os olhos, pois isso pode agravar a irritação e facilitar a disseminação de infecções. 

Está quente e vermelho?

Calor e vermelhidão local são sinais clássicos de inflamação ou infecção. Quando presentes, indicam que o organismo está reagindo ativamente a algum agente, e que a avaliação médica deve ser feita com certa urgência.

Tem alteração na visão?

Lesões maiores porém pressionar o globo ocular e causar distorção visual temporária. Qualquer alteração na visão associada ao aparecimento de uma lesão na pálpebra deve ser investigada com prioridade.

Olho está vermelho e tem secreção?

Vermelhidão ocular acompanhado de secreção podem indicar uma conjuntivite associada ou uma infecção que se Estendeu além da pálpebra. Esse quadro requer avaliação oftalmológica para definir o tratamento adequado.

Tem sangramento?

O sangramento espontâneo em um lesão pálpebral é um sinal de alerta importante e nunca deve ser ignorado. Essa característica pode estar associada a lesões malignas e exige avaliação médica imediata.

Em caso de dúvida ou presença de um ou mais sinais descritos acima, procure um oftalmologista especialista em plástica ocular. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações e garantir os melhores resultados.

3. Sinais de alarme

Sinais de Alarme: regra ABCDE adaptada para pálpebras

O sinal de alerta visível que deve levar a uma brevidade de avaliação é quando há perda de cílios próximo do sinal que surgiu e/ou vasos ao redor dele, crescimento contínuo e irregularidade da borda da lesão. Para ajudar na identificação de lesões potencialmente malignas, os oftalmologistas utilizam a regra ABCDE adaptada:

Sinais que merecem atenção

Esses sinais podem indicar lesões potencialmente malignas e merecem avaliação médica o quanto antes.

A

Assimetria

As duas metades da lesão têm formatos diferentes entre si.

B

Bordas irregulares

Contorno mal definido, entalhado ou borrado.

C

Coloração múltipla

Diferentes tons na mesma lesão.

D

Diâmetro

Lesão com mais de 6 mm ou com crescimento documentado.

E

Evolução/ Elevação

Mudança de aspecto em semas

Na dúvida, sempre procure um médico oftalmologista.

O diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento seguro e melhores resultados.

4. Tipos de Lesões Palpebrais

Tipos de Lesões Palpebrais

Cada lesão possui uma página dedicada com informações completas.
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Hordéolo
(Terçol)

Inflamação aguda das glândulas da pálpebra.

Calázio

Obstrução das glândulas sebáceas da pálpebra.

Papiloma
(Verruga Palpebral)

Lesão benigna com aspecto rugoso e crescimento lento.

Acrocórdon
(Pólipo Cutâneo)

Pequeno crescimento benigno geralmente preso por pendúculo.

Xantelasma

Placas amareladas causadas pelo acúmulo de lipídios.

Triquíase

Crescimento dos cílios em direção ao olho, causando irritação.

Carcinoma Basocelular (CBC)

Tipo mais comum de câncer de pele na região palpebral.

Carcinoma Espinocelular (CEC)

Tumor maligno com maior potencial de agressividade.

Atenção à saúde dos seus olhos

Lesões nas pálpebras podem ter diferentes origens e graus de gravidade. A avaliação de um médico oftalmologista é fundamental para o diagnóstico correto e o tratamento adequado.

Diágnóstico precoce é o melhor caminho para a saúde ocular.

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Lesão inflamatória

Imagem ilustrativa de Hordéolo (Terçol)

Hordéolo (Terçol)

O hordéolo, popularmente conhecido como terçol, é uma inflamação aguda por obstrução de glândulas localizadas na pálpebra.

Como identificar

Fatores de risco

Pessoas com blefarite, rosácea e dermatite seborreica têm maior chance de desenvolver hordéolos de repetição. A má higienização das pálpebras após uso de maquiagem, o uso de cílios postiços ou alongamento de cílios podem causar maior predisposição ao hordéolo.

Tratamento

O Hordéolo muitas vezes tem resolução espontânea, podendo drenar sozinho, mas a realização de compressas mornas locais (preferencialmente com água filtrada ou fervida) ajuda a facilitar a drenagem. Eventualmente o oftalmologista pode prescrever colírios ou pomadas de antibióticos e corticóides. Nunca devemos espremer o hordéolo e devemos evitar o uso de maquiagem na vigência do quadro agudo.

Prevenção

Tratamento da blefarite com higiene palpebral (shampoo infantil neutro diluído em água morna ou shampoos oftalmológicos específicos). Remoção adequada de maquiagem diariamente e pincéis sempre limpos. Cílios postiços devem ser usados por no máximo um dia, com remoção completa e higienização adequada após o uso. O alongamento de cílios deve ser feito por profissionais habilitados e, ao mínimo sinal de inflamação ou alergia, suspenso.

Na dúvida ou se os sintomas persistirem, procure um médico oftalmologista.

Lesão inflamatória

Imagem ilustrativa de Hordéolo (Terçol)

Calázio

Os calázios são pequenas protuberâncias nas pálpebras decorrentes de obstrução das glândulas sebáceas próximas aos cílios.

Como identificar

O que saber

Hordéolos (terçol) não tratados costumam evoluir para a forma de calázio, que é quando o hordéolo evolui com cápsula ao seu redor.

Atenção

É importante tratá-los com um oftalmologista, pois pode ser necessária cirurgia.

Tratamento

O tratamento pode incluir compressas mornas para facilitar a drenagem. Em casos persistentes ou de grande tamanho, o oftalmologista pode indicar procedimentos como drenagem ou cirurgia para remoção completa.

A avaliação médica é fundamental para definir o melhor tratamento e evitar recidivas.

Lesão benigna

Imagem ilustrativa de Hordéolo (Terçol)

Papiloma (Verruga Palpebral)

Lesão benigna com aspecto rugoso, coloração semelhante à da pele e crescimento lento. Um dos exemplos mais comuns de “verruguinhas nos olhos”.

Em resumo

Causas

Exposição solar prolongada (radiação UV), predisposição genética, envelhecimento, vírus HPV, Poxvirus (causador do molusco contagioso).

Tratamentos

Observação e acompanhamento (lesões pequenas e estáveis), remoção cirúrgica com bisturi, cauterização e radiofrequência.

Evite coçar ou tocar a lesão. Se tocar, lave as mãos imediatamente.

Lesão benigna

Imagem ilustrativa de Hordéolo (Terçol)

Acrocórdon (Pólipo cutâneo)

Pequeno crescimento benigno na pele, geralmente preso por um pendúculo. Pode estar localizado no eixo visual e, nestes casos, comprometer a visão.

Em resumo

Fatores de risco

Obesidade, gravidez, idade (mais comum acima de 40 anos), diabetes tipo 2.

Não há uma causa única conhecida, mas o crescimento celular excessivo na pele está na origem.

Alteração funcional

Imagem ilustrativa de Hordéolo (Terçol)

Cílios normais

Crescem para fora do olho

Triquíase

Crescem em direção ao olho

Triquíase

Triquíase é o mal direcionamento dos cílios. Normalmente, os cílios crescem se afastando do globo ocular. Na triquíase, os cílios crescem para dentro do olho, causando irritação.

Função dos cílios

Barreira para particulas e microrganismos, além de diminuir a evaporação da lágrima prevenindo o ressecamento do olho.

Sintomas mais comuns

Dor ocular

Sensação de corpo estranho

Olho vermelho

Lacrimenjamento

Fotofobia (sensibilidade à luz)

Secreção

Pode causar baixa de visão quando houver lesão na córnea e, em casos severos, levar à úlcera corneana e até perda da visão.

Causas

Tracoma, blefarite, traumas, cirurgias palpebrais ou qualquer inflamação na pálpebra.

Epilação mecânica (arrancar com pinça)

Pode ser realizada em consultório para alívio temporário, mas após algumas semanas o cílio tende a nascer mal direcionado novamente.

Tratamentos definitivos

Quando os cílios são numerosos a melhor opção é a cirurgia.

Tratamentos complementares

Colírios lubrificantes e lentes de contato podem minimizar os sintomas, mas é necessário tratament definitivo para evitar complicações graves.

Atenção

A triquíase pode causar lesões corneanas importantes se não tratada adequadamente.
A avaliação precoce com um oftalmologista é essencial para preservar a saúde ocular.

Lesão maligna

Imagem ilustrativa de Hordéolo (Terçol)

Carcinoma Basocelular (CBC)

O carcinoma basocelular (CBC) é o tipo mais comum de câncer de pele na região palpebral, responsável por aproximadamente 80-90% das lesões malignas das pálpebras. Surge a partir das células da camada basal da epiderme.

Em resumo

Subtipos de apresentação

CBC nodular

54% dos casos periorbitários

Aspecto perolado ou translúcido, pápula ou nódulo com telangiectasias.

CBC superficial

9,7% dos casos

Aspecto escamoso, áreas vermelhas com telangiectasias finas.

CBC morfea (esclerosante)

5-10% dos casos

Placas endurecidas, brilhantes, com bordas pouco definidas. Mais comum na face e no pescoço.

CBC infiltrativo

15% dos casos palpebrais

Lesão rosada pálida, mal definida, endurecida, que pode infiltrar profundamente.

CBC pigmentado

Pode estar presente em todas as formas

Áreas acastanhadas ou enegrecidas na lesão.

CBC micronodular e basoescamocelular

Variantes com padrão mais agressivo

Apresentações menos comuns, porém com maior potencial invasivo.

Fatores de alto risco

A presença de um ou mais desses fatores aumenta o risco de comportamento mais agressivo e de recidiva.

Comportamento clínico

Crescimento

Na maioria dos casos, o CBC tem crescimento lento.

Metástases

Raríssimas: ocorrem em apenas 0,01% a 0,5% dos casos.

Invasão local

Pode invadir tecidos adjacentes se não tratado adequadamente.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado garantem excelentes taxas de cura.

Diagnóstico e tratamento

Diagnóstico

Baseado na avaliação clínica e confirmação por exame anatomopatológico (biópsia da lesão).

Tratamentos

A escolha do tratamento depende do subtipo histológico, localização, extensão da lesão e do perfil do paciente.

Na dúvida, procure um médico oftalmologista.

O acompanhamento especializado é essencial para o melhor resultado e prevenção de recidivas.

Lesão maligna

Imagem ilustrativa de Hordéolo (Terçol)

Carcinoma Espinocelular (CEC)

O carcinoma espinocelular (CBC) é responsável por 5-10% dos tumores malignos nas pálpebras. Surge na camada espinhosa da epiderme, após exposição solar crônica.

Por que é mais agressivo que o CBC?

Crescimento mais rápido

Invasão perineural

Metástase a distância em 5-16% dos casos

Recidiva local em 8-15% após tratamento

Classificação de risco

Baixo risco

Alto risco

Muito alto risco

Quanto maior o risco, maior a chance de recidiva, complicações e metástases.

Aspectos clínicos comuns

Lesão avermelhada e áspera

Úlcera com bordas elevadas

Crosta e sangramento

Nódulo ou placa infiltrativa

Pode surgir de uma lesão pré-maligna chamada ceratose actínica, que ao evoluir transforma-se em CEC.

Fatores relacionados

A prevenção com proteção solar diária é essencial para reduzir o risco de lesões malignas.

Cirurgia de Mohs: padrão ouro no tratamento do CBC e CEC

Técnica proposta por Frederic E. Mohs em 1940. Baseia-se na remoção da lesão e no exame microscópico completo das margens, ampliando somente onde restar tumor.

1

Mapeamento

Delimitação clínica da lesão e planejamento da cirurgia.

2

Remoção

Retirada da lesão com margem mínima de segurança.

3

Análise microscópica

As margens são mapeadas e examinadas ao microscópio.

4

Nova remoção (se necessário)

Somente as áreas com tumor residual são removidas.

5

Resultado

Máxima preservação do tecido saudável e menor chance de recidiva.

Maior taxa de cura e menor recidiva

Preserva ao máximo o tecido saudável

Ideal para lesões em áreas críticas (pálpebras)

Favorece melhor resultado funcional e estético

Diagnóstico precoce faz toda a diferença!

Lesões que não cicatrizam, feridas que aumentam de tamanho ou sangram devem ser avaliadas o quanto antes por um oftalmologista.

5. Quadro Comparativo para Diagnóstico Diferencial

Quadro Comparativo para Diagnóstico Diferencial

Este quadro ajuda a comparar as principais características das lesões palpebrais mais comuns. Use-o como referência rápida para identificar semelhanças e diferenças entre elas.

Como usar este quadro

Compare o início dos sintomas, a presença de dor, a aparência da lesão e os sinais de alerta. Esta comparação ajuda na identificação inicial, mas não substitui a avaliação de um oftalmologista.

Deslize para visualizar toda a tabela

Tabela com rolagem horizontal disponível no mobile.

Tipo de LesãoInícioDorAparência PrincipalCrescimentoSinal de Alerta
HordéoloAgudo (dias)SimNódulo vermelho, quente, ponto amareloRápidoRecorrência no mesmo local
CalázioProgressivo (semanas)NãoNódulo firme, pele normalLentoCrescimento contínuo, distorção visual
PapilomaInsidiosoNãoVerruguinha rugosa e irregularMuito lentoSangramento ao trauma
AcrocórdonInsidiosoNãoPólipo mole, pediculadoMuito lentoLocalização no eixo visual
XantelasmaInsidiosoNãoPlaca amarelada, canto internoMuito lentoRisco cardiovascular associado
TriquíaseVariávelSim (ao piscar)Cílios tocando o olhoEstávelÚlcera de córnea
CBCInsidioso (meses/anos)NãoNódulo perolado, telangiectasiasLentoFerida que não cicatriza
CECProgressivo (semanas/meses)Pode ser sensívelPlaca escamosa, crostaModeradoSangramento espontâneo

Lembre-se

Este quadro serve apenas como comparação inicial.
O diagnóstico definitivo depende da avaliação do especialista.

Persistido qualquer sinal de alerta, procure um oftalmologista o quanto antes.

6. O Sol de Salvador e a Saúde das Suas Pálpebras

O Sol de Salvador e a Saúde das Suas Pálpebras

Salvador tem um dos índices de radiação ultravioleta mais altos do Brasil durante todo o ano. Essa exposição solar cumulativa é o principal fator de risco para o desenvolvimento de tumores palpebrais malignos.

SALVADOR

Radiação UV elevada durante todo o ano

Como o dano ocorre?

A radiação UV (especialmente UVB) penetra na pele fina das pálpebras — a mais fina de todo o corpo — e danifica o DNA das células ao longo de décadas. Esse dano acumulado pode transformar células saudáveis em cancerosas.

RADIAÇÃO UV (UVB)

PELE FINA DAS PÁLPEBRAS

DANO AO DNA

DANO ACUMULATIVO

RISCO DE TUMORES

Como reduzir a exposição das suas pálpebras ao sol?

Óculos com proteção UV 400 certificada

Use diariamente, mesmo em dias nublados.

Prefira armações grandes

Dê preferência a óculos com proteção lateral.

Use chapéu

Aba mínima de 7 cm para proteger o rosto e a região dos olhos.

Evite o sol entre
10h e 16h

Período de maior intensidade da radiação UV.

Consulta anual

Realize avaliação com oftalmologista especialista em oculoplática para mapeamento de lesões.

Autoexame das pálpebras

Observe regularmente suas pálpebras e comunique ao seu médico qualquer alteração nova ou mudança em uma lesão existente.

1. Posicione-se

Em frente a um espelho com boa iluminação.

2. Examine

A pálpebra superior e inferior de ambos os olhos.

3. Feche os olhos

Observe a superfície cutânea das pálpebras.

4. Everter (virar)

Vire suavemente a pálpebra inferior e observe a parte intera.

5. Registre alterações

Anote qualquer lesão nova ou mudança em lesão antiga e comunique ao seu médico.

Importante

O autoexame não substitui a avaliação de um oftalmologista especializado.

7. Protocolo de Avaliação

Como o Especialista Raciocina: Protocolo de Avaliação

O diagnóstico começa pela observação detalhada da lesão. O especialista avalia suas características, identifica sinais de suspeição e define quais exames são necessários para confirmar o diagnóstico e determinar a melhor conduta.

AVALIAÇÃO ESPECIALIZADA

Oftalmologia + Oculoplástica

Como a avaliação acontece

1

Exame especializado

O oftalmologista com experiência em oculoplástica realiza o exame físico da região periocular utilizando equipamentos de aumento.

2

Identificação dos sinais de suspeição

Algumas características exigem investigação:

3

Confirmação diagnóstica

Quando necessário, a lesão é removida e encaminhada para análise.

4

Avaliação da extensão

Quando há suspeita de infiltreação profunda

Suspeita clínica ≠ Diagnóstico definitivo

A aparência da lesão pode levantar uma suspeita, mas a confirmação depende da análise do tecido.

Sinais que merecem investigação

Crescimento rápido

A lesão apresenta evolução perceptível.

Bordas irregulares

Os limites da alteração não são claramente definidos.

Sangramento

Há episódios recorrentes de sangramento.

Perda de cílios

Cílios desaparecem próximos à lesão.

A presença desses sinais não significa, por si só, que a lesão seja um tumor.
Eles indicam a necessidade de avaliação especializada.

O diagnóstico precoce
é sempre o melhor caminho.

O Diferencial do Atendimento Especializado em Salvador

No Instituto Visagé, o Dr. Márcio Isabella atende pacientes com lesões benignas e malignas, desde alterações que incomodam esteticamente até casos que exigem investigação, biópsia ou tratamento cirúrgico.

Lesões benignas + lesões malignas

Avaliação especializada em oftalmologia oculoplástica.

Cada paciente chega com uma necessidade diferente

Pacientes mais jovens

Lesões benignas

Lesões próximas aos cílios ou alterações que incomodam principalmente pela aparência.

Quadros inflamatórios

Terçol e calázio

Situações que podem exigir avaliação e tratamento em curto prazo.

Lesões suspeitas

Investigação especializada

Alterações benignas ou malignas que precisam ser examinadas, diagnosticadas e, quando indicado, tratadas.

Atendimento em Salvador

01

Consulta inicial

Presencial ou virtual, conforme a localização do paciente.

02

Avaliação presencial

Necessária para examinar a lesão na lâmpada de fenda (microscópio do oftalmologista).

03

Definição da conduta

Tratamento, biópsia ou exérese conforme indicação e necessidade.

Não mora em Salvador?

A consulta inicial pode ser realizada por telemedicina, mas a avaliação presencial da lesão é necessária quando indicada.

Quando é possível resolver no mesmo atendimento

Em casos que precisam de exérese cirúrgica ou biópsia, o procedimento pode ser realizado no mesmo dia da consulta após avaliação.

Consulta

Avaliação

Procedimento, quando indicado

Mais resolutividade

Menos etapas desnecessárias na jornada do paciente.

Não esprema nem manipule a lesão

Evite mexer na "bolinha" da pálpebra. Isso pode trazer sérios riscos.

Infecção

A manipulação pode contaminar e agravar a lesão.

Trauma

Pode provocar ferimentos na pálpebra ou no globo ocular.

Disseminação viral

Em infecções virais, como o molusco contagioso, pode disseminar a infecção e agravar o quadro.

Quando a lesão é maligna

O tratamento padrão-ouro para CBC e CEC é a remoção cirúrgica.

CBC / CEC

Remoção cirúrgica

Casos avançados ou cirurgia inviabilizada

Radioterapia e quimioterapia podem ser indicadas como opções de controle.

O tratamento não termina na cirurgia

Após tratamento cirúrgico é importante, é importante realizar exames de acompanhamento regulares para monitorar recidiva ou metástase.

Tipo histológico

Estádio do tratamento

(e características do caso)

CBC / CEC

As diretrizes da NCCN recomendam acompanhamento baseado no tipo histológico e estádio do tratamento.

A melhor conduta começa com uma avaliação adequada

Uma lesão na pálpebra pode ter diferentes causas. O diagnóstico correto é o primeiro passo para definir o tratamento adequado.

GLOSSÁRIO
Entenda os termos usados na avaliação das pálpebras

Alguns termos médicos aparecem com frequência na avaliação e no tratamento das lesões palpebrais. Consulte o significado de cada um:

Informação importante

Este glossário tem caráter informativo e não substitui a orientação do seu oftalmologista.

PERGUNTAS FREQUENTES
Dúvidas sobre lesões de pálpebras

Encontre respostas para as dúvidas mais comuns sobre sinais, diagnóstico, tratamento e acompanhamento de lesões de pálpebras.

Bolinha na pálpebra pode ser câncer?

Sim. Tumores malignos como o carcinoma basocelular podem se apresentar inicialmente como uma “bolinha” ou nódulo aparentemente inofensivo. A avaliação com oftalmologista especializado é a única forma segura de diferenciar lesões benignas de malignas.

Não. O hordéolo não é transmitido de um olho para outro nem entre pessoas.

O terçol é vermelho, quente e doloroso. O calázio é um nódulo firme, com pele de cor normal sobre ele, e indolor.

O terçol é vermelho, quente e doloroso. O calázio é um nódulo firme, com pele de cor normal sobre ele, e indolor.

Não obrigatoriamente. Cerca de 50% dos pacientes com xantelasma têm dislipidemia. Ainda assim, a investigação cardiovascular é recomendada em todos os casos.

O valor varia conforme o tipo de lesão, a técnica cirúrgica indicada e a complexidade da reconstrução. É necessária uma consulta para avaliação individualizada e orçamento.

O oftalmologista com especialização em plástica ocular (oculoplástica) é o profissional mais indicado para diagnosticar e tratar lesões palpebrais.

Sim. Em crianças, predominam lesões congênitas e inflamatórias. Tumores são raros, mas exigem avaliação imediata caso surjam. O especialista em oculoplástica está apto a atender todas as faixas etárias.

  • Compareça sem maquiagem na região dos olhos.
  • Leve fotos antigas que mostrem a lesão, se disponíveis, para comparação da evolução.
  • Anote suas dúvidas para não esquecer nenhuma durante a consulta.
  • Informe todos os medicamentos em uso, incluindo anticoagulantes.

Responsável técnico

Dr. Márcio Isabella

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