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O aparecimento de lesões na pálpebra é relativamente frequente e pode ter inúmeras causas. Na grande maioria das vezes, felizmente, não são graves — porém, dependendo do aspecto da lesão, merecem atenção especial. Em Salvador, devido à alta incidência de radiação solar durante todo o ano, o acompanhamento de qualquer sinal novo nas pálpebras é ainda mais crucial para a detecção precoce de doenças.
Neste guia, você entenderá os principais tipos de lesões palpebrais, aprenderá a reconhecer sinais de alerta e conhecerá as opções de tratamento disponíveis com um especialista em cirurgia de pálpebras em Salvador.
Avaliação completa com equipamentos de alta precisão.
Detectamos sinais de alerta antes que se tornem problemas maiores.
Cada caso recebe a abordagem mais adequada para o melhor resultado.
Atendimento especializado em lesões palpebrais em Salvador.
Antes de detalharmos cada tipo, é útil compreender que as lesões palpebrais se dividem em quatro grandes grupos:
Visão geral dos quatro grandes grupos de lesões palpebrais.
Início agudo, geralmente dolorosas e associadas a inflamação ou infecção.
Início agudo, geralmente dolorosas e associadas a inflamação ou infecção.
Início agudo, geralmente dolorosas e associadas a inflamação ou infecção.
Início agudo, geralmente dolorosas e associadas a inflamação ou infecção.
Comparação entre os grupos, suas características principais e exemplos mais comuns.
| Grupo | Característica principal | Exemplos |
|---|---|---|
| Lesões Inflamatórias/Infecciosas | Início agudo, geralmente dolorosas | Hordéolo (terçol), calázio, molusco contagioso |
| Lesões de Depósito | Crônicas, indolores, podem sinalizar condições internas | Xantelasma |
| Tumores Benignos | Crescimento lento, sem risco de metástase | Papiloma, acrocórdon, nevo melanocítico |
| Tumores Malignos | Crescimento variável, exigem intervenção precoce | Carcinoma basocelular (CBC), carcinoma espinocelular (CEC) |
O aparecimento agudo (algo novo) deve ser avaliado o quanto antes por um médico oftalmologista, preferencialmente especialista em plástica ocular. Diante de uma lesão na pálpebra, algumas perguntas são fundamentais para orientar a avaliação:
Calor e vermelhidão são sinais clássicos de inflamação ou infecção. Avaliação médica deve ser feita com urgência.
Lesões maiores podem pressionar o olho e causar distorção visual. Qualquer alteração deve ser investigada com prioridade.
Pode indicar conjuntivite associada ou infecção que se estendeu além da pálpebra. Requer avaliação para tratamento adequado.
Sangramento espontâneo é um sinal de alerta importante e nunca deve ser ignorado. Pode estar associado a lesões malignas.
Lesões que aparecem de forma súbita e com sinais inflamatórios – como dor calor e vermelhidão – tendem a ser de origem infecciosa, como o terçol. Já aquelas que surgem de forma mais lenta e indolor podem indicar um calázio ou, em alguns casos, uma lesão que merece investigação mais cuidadosa.
Uma lesão que cresce progressivamente, mesmo sem dor, nunca deve ser ignorada. O crescimento contínuo é um sinal de alerta que pode indicar desde um calázio em expansão até uma lesão tumoral.
A presença de dor geralmente indica um processo inflamatório ou infeccioso ativo.
A coceira pode estar associada a reações alérgicas, blefarite (inflamação das margens palpebras) ou infecções. É importante evitar coçar ou esfregar os olhos, pois isso pode agravar a irritação e facilitar a disseminação de infecções.
Calor e vermelhidão local são sinais clássicos de inflamação ou infecção. Quando presentes, indicam que o organismo está reagindo ativamente a algum agente, e que a avaliação médica deve ser feita com certa urgência.
Lesões maiores porém pressionar o globo ocular e causar distorção visual temporária. Qualquer alteração na visão associada ao aparecimento de uma lesão na pálpebra deve ser investigada com prioridade.
Vermelhidão ocular acompanhado de secreção podem indicar uma conjuntivite associada ou uma infecção que se Estendeu além da pálpebra. Esse quadro requer avaliação oftalmológica para definir o tratamento adequado.
O sangramento espontâneo em um lesão pálpebral é um sinal de alerta importante e nunca deve ser ignorado. Essa característica pode estar associada a lesões malignas e exige avaliação médica imediata.
Em caso de dúvida ou presença de um ou mais sinais descritos acima, procure um oftalmologista especialista em plástica ocular. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações e garantir os melhores resultados.
O sinal de alerta visível que deve levar a uma brevidade de avaliação é quando há perda de cílios próximo do sinal que surgiu e/ou vasos ao redor dele, crescimento contínuo e irregularidade da borda da lesão. Para ajudar na identificação de lesões potencialmente malignas, os oftalmologistas utilizam a regra ABCDE adaptada:
As duas metades da lesão têm formatos diferentes entre si.
Contorno mal definido, entalhado ou borrado.
Diferentes tons na mesma lesão.
Lesão com mais de 6 mm ou com crescimento documentado.
Mudança de aspecto em semas
O diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento seguro e melhores resultados.
Cada lesão possui uma página dedicada com informações completas.
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Selecione uma lesão para acessar informações detalhadas sobre causas, sintomas, tratamento e prevenção.
Pequeno crescimento benigno geralmente preso por pendúculo.
Lesões nas pálpebras podem ter diferentes origens e graus de gravidade. A avaliação de um médico oftalmologista é fundamental para o diagnóstico correto e o tratamento adequado.
O hordéolo, popularmente conhecido como terçol, é uma inflamação aguda por obstrução de glândulas localizadas na pálpebra.
Pessoas com blefarite, rosácea e dermatite seborreica têm maior chance de desenvolver hordéolos de repetição. A má higienização das pálpebras após uso de maquiagem, o uso de cílios postiços ou alongamento de cílios podem causar maior predisposição ao hordéolo.
O Hordéolo muitas vezes tem resolução espontânea, podendo drenar sozinho, mas a realização de compressas mornas locais (preferencialmente com água filtrada ou fervida) ajuda a facilitar a drenagem. Eventualmente o oftalmologista pode prescrever colírios ou pomadas de antibióticos e corticóides. Nunca devemos espremer o hordéolo e devemos evitar o uso de maquiagem na vigência do quadro agudo.
Tratamento da blefarite com higiene palpebral (shampoo infantil neutro diluído em água morna ou shampoos oftalmológicos específicos). Remoção adequada de maquiagem diariamente e pincéis sempre limpos. Cílios postiços devem ser usados por no máximo um dia, com remoção completa e higienização adequada após o uso. O alongamento de cílios deve ser feito por profissionais habilitados e, ao mínimo sinal de inflamação ou alergia, suspenso.
Os calázios são pequenas protuberâncias nas pálpebras decorrentes de obstrução das glândulas sebáceas próximas aos cílios.
Hordéolos (terçol) não tratados costumam evoluir para a forma de calázio, que é quando o hordéolo evolui com cápsula ao seu redor.
É importante tratá-los com um oftalmologista, pois pode ser necessária cirurgia.
O tratamento pode incluir compressas mornas para facilitar a drenagem. Em casos persistentes ou de grande tamanho, o oftalmologista pode indicar procedimentos como drenagem ou cirurgia para remoção completa.
Lesão benigna com aspecto rugoso, coloração semelhante à da pele e crescimento lento. Um dos exemplos mais comuns de “verruguinhas nos olhos”.
Exposição solar prolongada (radiação UV), predisposição genética, envelhecimento, vírus HPV, Poxvirus (causador do molusco contagioso).
Observação e acompanhamento (lesões pequenas e estáveis), remoção cirúrgica com bisturi, cauterização e radiofrequência.
Pequeno crescimento benigno na pele, geralmente preso por um pendúculo. Pode estar localizado no eixo visual e, nestes casos, comprometer a visão.
Obesidade, gravidez, idade (mais comum acima de 40 anos), diabetes tipo 2.
Crescem para fora do olho
Crescem em direção ao olho
Triquíase é o mal direcionamento dos cílios. Normalmente, os cílios crescem se afastando do globo ocular. Na triquíase, os cílios crescem para dentro do olho, causando irritação.
Barreira para particulas e microrganismos, além de diminuir a evaporação da lágrima prevenindo o ressecamento do olho.
Tracoma, blefarite, traumas, cirurgias palpebrais ou qualquer inflamação na pálpebra.
Pode ser realizada em consultório para alívio temporário, mas após algumas semanas o cílio tende a nascer mal direcionado novamente.
Colírios lubrificantes e lentes de contato podem minimizar os sintomas, mas é necessário tratament definitivo para evitar complicações graves.
O carcinoma basocelular (CBC) é o tipo mais comum de câncer de pele na região palpebral, responsável por aproximadamente 80-90% das lesões malignas das pálpebras. Surge a partir das células da camada basal da epiderme.
54% dos casos periorbitários
Aspecto perolado ou translúcido, pápula ou nódulo com telangiectasias.
9,7% dos casos
Aspecto escamoso, áreas vermelhas com telangiectasias finas.
5-10% dos casos
Placas endurecidas, brilhantes, com bordas pouco definidas. Mais comum na face e no pescoço.
15% dos casos palpebrais
Lesão rosada pálida, mal definida, endurecida, que pode infiltrar profundamente.
Pode estar presente em todas as formas
Áreas acastanhadas ou enegrecidas na lesão.
Variantes com padrão mais agressivo
Apresentações menos comuns, porém com maior potencial invasivo.
Na maioria dos casos, o CBC tem crescimento lento.
Raríssimas: ocorrem em apenas 0,01% a 0,5% dos casos.
Pode invadir tecidos adjacentes se não tratado adequadamente.

Baseado na avaliação clínica e confirmação por exame anatomopatológico (biópsia da lesão).
O acompanhamento especializado é essencial para o melhor resultado e prevenção de recidivas.
O carcinoma espinocelular (CBC) é responsável por 5-10% dos tumores malignos nas pálpebras. Surge na camada espinhosa da epiderme, após exposição solar crônica.
Lesão avermelhada e áspera
Úlcera com bordas elevadas
Crosta e sangramento
Nódulo ou placa infiltrativa
Técnica proposta por Frederic E. Mohs em 1940. Baseia-se na remoção da lesão e no exame microscópico completo das margens, ampliando somente onde restar tumor.
Delimitação clínica da lesão e planejamento da cirurgia.
Retirada da lesão com margem mínima de segurança.
As margens são mapeadas e examinadas ao microscópio.
Somente as áreas com tumor residual são removidas.
Máxima preservação do tecido saudável e menor chance de recidiva.
Maior taxa de cura e menor recidiva
Preserva ao máximo o tecido saudável
Ideal para lesões em áreas críticas (pálpebras)
Favorece melhor resultado funcional e estético
Lesões que não cicatrizam, feridas que aumentam de tamanho ou sangram devem ser avaliadas o quanto antes por um oftalmologista.
Este quadro ajuda a comparar as principais características das lesões palpebrais mais comuns. Use-o como referência rápida para identificar semelhanças e diferenças entre elas.
Compare o início dos sintomas, a presença de dor, a aparência da lesão e os sinais de alerta. Esta comparação ajuda na identificação inicial, mas não substitui a avaliação de um oftalmologista.
Tabela com rolagem horizontal disponível no mobile.
| Tipo de Lesão | Início | Dor | Aparência Principal | Crescimento | Sinal de Alerta |
|---|---|---|---|---|---|
| Hordéolo | Agudo (dias) | Sim | Nódulo vermelho, quente, ponto amarelo | Rápido | Recorrência no mesmo local |
| Calázio | Progressivo (semanas) | Não | Nódulo firme, pele normal | Lento | Crescimento contínuo, distorção visual |
| Papiloma | Insidioso | Não | Verruguinha rugosa e irregular | Muito lento | Sangramento ao trauma |
| Acrocórdon | Insidioso | Não | Pólipo mole, pediculado | Muito lento | Localização no eixo visual |
| Xantelasma | Insidioso | Não | Placa amarelada, canto interno | Muito lento | Risco cardiovascular associado |
| Triquíase | Variável | Sim (ao piscar) | Cílios tocando o olho | Estável | Úlcera de córnea |
| CBC | Insidioso (meses/anos) | Não | Nódulo perolado, telangiectasias | Lento | Ferida que não cicatriza |
| CEC | Progressivo (semanas/meses) | Pode ser sensível | Placa escamosa, crosta | Moderado | Sangramento espontâneo |
Salvador tem um dos índices de radiação ultravioleta mais altos do Brasil durante todo o ano. Essa exposição solar cumulativa é o principal fator de risco para o desenvolvimento de tumores palpebrais malignos.
Radiação UV elevada durante todo o ano
A radiação UV (especialmente UVB) penetra na pele fina das pálpebras — a mais fina de todo o corpo — e danifica o DNA das células ao longo de décadas. Esse dano acumulado pode transformar células saudáveis em cancerosas.

Use diariamente, mesmo em dias nublados.

Dê preferência a óculos com proteção lateral.

Aba mínima de 7 cm para proteger o rosto e a região dos olhos.

Período de maior intensidade da radiação UV.

Realize avaliação com oftalmologista especialista em oculoplática para mapeamento de lesões.
Observe regularmente suas pálpebras e comunique ao seu médico qualquer alteração nova ou mudança em uma lesão existente.

Em frente a um espelho com boa iluminação.

A pálpebra superior e inferior de ambos os olhos.

Observe a superfície cutânea das pálpebras.

Vire suavemente a pálpebra inferior e observe a parte intera.

Anote qualquer lesão nova ou mudança em lesão antiga e comunique ao seu médico.
O autoexame não substitui a avaliação de um oftalmologista especializado.
O diagnóstico começa pela observação detalhada da lesão. O especialista avalia suas características, identifica sinais de suspeição e define quais exames são necessários para confirmar o diagnóstico e determinar a melhor conduta.
Oftalmologia + Oculoplástica

O oftalmologista com experiência em oculoplástica realiza o exame físico da região periocular utilizando equipamentos de aumento.

Algumas características exigem investigação:

Quando necessário, a lesão é removida e encaminhada para análise.

Quando há suspeita de infiltreação profunda
A aparência da lesão pode levantar uma suspeita, mas a confirmação depende da análise do tecido.

A lesão apresenta evolução perceptível.

Os limites da alteração não são claramente definidos.

Há episódios recorrentes de sangramento.

Cílios desaparecem próximos à lesão.
No Instituto Visagé, o Dr. Márcio Isabella atende pacientes com lesões benignas e malignas, desde alterações que incomodam esteticamente até casos que exigem investigação, biópsia ou tratamento cirúrgico.
Avaliação especializada em oftalmologia oculoplástica.
Lesões benignas
Lesões próximas aos cílios ou alterações que incomodam principalmente pela aparência.
Terçol e calázio
Situações que podem exigir avaliação e tratamento em curto prazo.
Investigação especializada
Alterações benignas ou malignas que precisam ser examinadas, diagnosticadas e, quando indicado, tratadas.
Presencial ou virtual, conforme a localização do paciente.
Necessária para examinar a lesão na lâmpada de fenda (microscópio do oftalmologista).
Tratamento, biópsia ou exérese conforme indicação e necessidade.
A consulta inicial pode ser realizada por telemedicina, mas a avaliação presencial da lesão é necessária quando indicada.
Em casos que precisam de exérese cirúrgica ou biópsia, o procedimento pode ser realizado no mesmo dia da consulta após avaliação.
Menos etapas desnecessárias na jornada do paciente.
Evite mexer na "bolinha" da pálpebra. Isso pode trazer sérios riscos.
A manipulação pode contaminar e agravar a lesão.
Pode provocar ferimentos na pálpebra ou no globo ocular.
Em infecções virais, como o molusco contagioso, pode disseminar a infecção e agravar o quadro.
O tratamento padrão-ouro para CBC e CEC é a remoção cirúrgica.
Radioterapia e quimioterapia podem ser indicadas como opções de controle.
Após tratamento cirúrgico é importante, é importante realizar exames de acompanhamento regulares para monitorar recidiva ou metástase.
(e características do caso)
Uma lesão na pálpebra pode ter diferentes causas. O diagnóstico correto é o primeiro passo para definir o tratamento adequado.
Alguns termos médicos aparecem com frequência na avaliação e no tratamento das lesões palpebrais. Consulte o significado de cada um:
Este glossário tem caráter informativo e não substitui a orientação do seu oftalmologista.
Enontre respostas para as dúvidas mais comuns sobre sinais, diagnóstico, tratamento e acompanhamento de lesões de pálpebras.
Sim. Tumores malignos como o carcinoma basocelular podem se apresentar inicialmente como uma “bolinha” ou nódulo aparentemente inofensivo. A avaliação com oftalmologista especializado é a única forma segura de diferenciar lesões benignas de malignas.
Não. O hordéolo não é transmitido de um olho para outro nem entre pessoas.
O terçol é vermelho, quente e doloroso. O calázio é um nódulo firme, com pele de cor normal sobre ele, e indolor.
O terçol é vermelho, quente e doloroso. O calázio é um nódulo firme, com pele de cor normal sobre ele, e indolor.
Não obrigatoriamente. Cerca de 50% dos pacientes com xantelasma têm dislipidemia. Ainda assim, a investigação cardiovascular é recomendada em todos os casos.
O valor varia conforme o tipo de lesão, a técnica cirúrgica indicada e a complexidade da reconstrução. É necessária uma consulta para avaliação individualizada e orçamento.
O oftalmologista com especialização em plástica ocular (oculoplástica) é o profissional mais indicado para diagnosticar e tratar lesões palpebrais.
Sim. Em crianças, predominam lesões congênitas e inflamatórias. Tumores são raros, mas exigem avaliação imediata caso surjam. O especialista em oculoplástica está apto a atender todas as faixas etárias.
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